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   O ARCANJO.

  Um passeio na praia é incrivelmente bom para afastar pensamentos do passado. Mesmo querendo recordar o pequeno prazer de estar no meu verdadeiro lar nem tudo se reluz a ouro. Acontecimentos me vem a tona a cada segundo que se passa, mesmo sendo descorajador, as vezes correr pelo mundo equivale o mesmo que fugir.
  E assim que começou o minha grande influência de Bethany, o anjo do amor.

  SENDO acalmado pela brisa do mar em meu rosto fazendo com que meus musculos destencionarem um pouco vi um vulto sentado em minha direita a uns 13 metros de distância de mim . Com um violão de uma cor clara um pouco desproporcional para seu corpo tocava levemente e com facilidade.
  Não consegui indentificar sua cara já que a distancia para um olho humano era grande, apenas consegui ver seus cabelos castanhos escuros esvoasantes e o ruido de sua voz cantando uma canção lenta.
   Curioso, cheguei um pouco mais perto até nossa distancia ficar entre uns 4 ou 3 metros. Ela, uma garota, de 19 anos suponho, cantava lindamente uma canção que nunca ouvira. Ainda não percebendo minha presença por tão grande o intreterimento, podia se dizer que cantava com alma.
  Quando acabou a música, eu , continuava pairado de olhos fechados tentando aproveitar cada minuto e cada nota de sua melodia. Quando eu abri os olhos, ela me fitava inexpresivelmente, apenas interpretei com se devesse alguma explicação porque eu estava ali. Para falar a verdade, nem eu sabia.
  Ela tinha cabelos lisos que passavam um pouco abaixo de seu peito e que cobriam um pouco seu rosto, mas por causa do vento conseguia ver melhor suas feições. Tinha a pele morena num tom pessego,mas natural, era como se tivesse cor mas nunca tivesse pegado sol. Seus olhos brilhantes mas ao mesmo tempo sem dizer nada eram gigantes e castanho-escuros. Seu corpo era magro, porém com curvas, usava um vestido branco largo e a seu lado estava um all star vermelho de cano alto.
  Achando inapropriado encarar a garota dequele jeito , disse:
­ - Bonita a música, me desculpe, estava apenas apreciando-a. 
  Ela assentiu com a cabeça com um olhar enigmatico mas ao mesmo tempo desmostrando normalidade, como se isso  tivesse acontecido antes.
Ela começou a dedilhar o violão por alguns minutos e voltou a olhar para mim.
 - Sabe, não vejo muitas pessoas por esta praia,  por isso que gosto dela, mas as vezes um ser por aqui sempre torna nossas vidas um pouco menos cautelosas.
   Fiquei intrigado com sua voz doce porém um pouco rouca e também ela ter dito ser de vez apenas humano , mas não resolvi me arriscar. Esta foi a minha hora de confirmar com a cabeça.
   Ela apenas suspirou virando sua cabeça para o outro lado com uma expressão de cansaço de uma velha de 90 anos, com seu nariz reto e sua boca carnuda avermelhada passava um ar de mais velha, mas, bem, não era mais do que uma garota.
  Me sentindo um pouco culpado por não dizer nada me apresentei.
- Gabriel... – ela disse pensando em voz alta – não é um nome que se ouve por aqui em Venus Cove... bem, eu sou Linda.
   Esticando vagarosamente seu fino braço para me cumprimentar o apertei exitando um poco, sua pele era suave, mas ao mesmo tempo um pouco aspera. Ela forçou um pequeno sorriso para mim,  mas não consegui indentificar o que estava pensando.
   Nunca conhecerá ninguém assim, todas as garotas que me olhavam era o mesmo obvio e chato olhar de esperança de um dia termos um amor e nos casarmos pela causa da minha aparência humana, umas eram mais discretas quanto a isso, mas não deixavam transparecer um onda de desejos em seus olhos brilhantes. 
 Linda me olhava serenamente sem transparecer aparentemente nada, estranhando isso, sai um pouco fora de si e tentei entrar em sua mente para ver se encontrava algum pensamento. Não é como se tivesse uma barreira me impedindo de ver seu verdadeiro eu era apenas a questão frustrante de encontrar nada.
  Fiquei em choque por alguns segundos mas não demorei para tomar minha expressão normal de volta, não deveria estar assim, então para afastar esse estranho sentimento apenas tentei deduzir que era eu que estava exagerando tudo.
  Bem, esse pensamento não me durou muito tempo, e depois disso me veio uma sensação estranha.

  
(baseado apenas no personagem Gabriel do livro Halo. ) – Clara Escamilla  
  

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