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Pesadelo

  Naquela noite tive pesadelos.
 Estava sozinha, em um lugar nebuloso. A neblina cobria meus pés. Olhava ao meu redor, mas só se via preto. Era uma escuridão profunda       , porém alguns galhos tortos se distorciam formando figuras obscuras.
Do meio da escuridão surge, então, uma sombra acinzentada. Ela me fita. Seus olhos vermelhos brilham como rubis na escuridão. Ela   vem em       tinha direção. Agora está a cinco metros de mim. Quatro metros. Três. Dois. Um metro de distância. Dou um passo para trás e tropeço. Tento m       e arrastar pelo chão, mas minha mão está ferida.
Dou-me conta que existem milhares de pedrinhas pontiagudas que ralam a palma de minha mão. A figura está a cinquenta centímetros de mim.
 A figura está a trinta centímetros de distância. Não tenho para onde ir. Ela se abaixa, fica na altura de meu rosto. Seus olhos rubis ainda me       fitam. E ela estende a mão em direção ao meu pescoço. Perco o ar.
Solto outro grito, que – novamente – sai como um ruído. Então a figura some. Minha mão não lateja mais de dor. Todas as figuras desaparec    em. O cenário hostil escurece.
Estou caindo. E a escuridão se apodera de mim. Eu nunca atinjo o chão. A escuridão não tem fim. Continuo caindo.


  E de repente, mais nada.



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